segunda-feira, 28 de março de 2011

O Ciúme/Eu Te amo

O ciúme mastiga minha alma
Ciúme da sombra que não te larga
Das partículas de ar que atropelam
Sua face rubra num tropeço delicado

Ciúmes das vestimentas que ficam
Acariciando sua pele morna e macia
Vestimentas que tocam seu íntimo
Deixando na alma a marca do conforto

Ciúmes de águas passadas
Que dizem não mover moinhos
Ah! se soubessem a energia
Que me dá as lembranças
De momentos que não participei

Como um ferro aquecendo
Minha pele se torna vermelha
E num fervor rápido minha pele
Se revela uma chaleira em pleno apito

Mas num instante chega o acalanto
E me faz dormir como um neném
A se sentir seguro no colo de sua mãe
Assim é a segurança que sinto abraçar-te
Colar meu peito no seu, amada
É como fazer não existir toda mácula do mundo
Ou como destacar apenas os momentos ao seu lado

Ah! o ciúme.
Sentimento esse que mata por dentro
Que causa insegurança
Que faz qualquer homem tremer

Amo o ciúme.
Como uma vacina infecta do mau para nos poupar
Amo o ciúme despotencializado
Pois ele nos deixa atento
Não nos deixa perder um detalhe sequer
E num rompante louco
Vem num turbilhão de sentimentos
Me lembrar aquilo que não esqueço.

Aquilo que não dizendo eu digo
Que calado eu falo
E mesmo escondido eu mostro
Aquilo que meu coração fala
Aquilo que os poetas falam
Isso mesmo.
Aquilo que sempre digo
Repito
Eu te amo.

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